Penso que é oportuno transcender a visão idealista da educação. Transcender a visão de uma escola salvadora, ideal. As pessoas não são ideais, são reais e vamos educar estas pessoas reais. Por natureza, somos seres de complexidade, seres que não são educados com manual de instrução, sobretudo, crianças e jovens. Somos seres de múltiplas dimensões que convergem e conflituam-se entre si na caracterização de nós mesmos. Se todos já tivessem atingido o estágio do ideal, não necessitavam mais de educação, de formação. Qual deve ser, portanto, a escola capaz de formar seres reais? No mínimo, ela deve ser uma escola possível. Uma escola possível concilia os conceitos com o carinho, entrecruza os saberes com o respeito mútuo, faz convergir as potencialidades dos (a) estudantes na descoberta e na construção do conhecimento, a ferramenta que irar capacitá-los para serem autônomos, habilitados para gerir suas próprias existências numa sociedade marcada por profundos preconc...